31 de outubro de 2011

Nitroglicerina: formulações extemporâneas

***

Nitroglicerina.......................................................................................................0,2 g
Óleo Mineral (Vaselina Líquida).............................................................................4 g
Propilenoglicol........................................................................................................4 g
Lanolina Anidra......................................................................................................14 g
Vaselina Sólida Branca q.s.p...............................................................................100 g

Manipulação: Em um gral, incorporar a nitroglicerina na mistura vaselina líquida, propilenoglicol e lanolina, seguida de incorporação na vaselina sólida até aspecto homogêneo. Em recipientes adequados, este produto deve ser armazenado em temperatura ambiente e protegido da luz, durante 90 dias. Cada grama deste produto na forma preparada contém 2 mg de nitroglicerina. Em tubos de pomada de alumínio na concentração de 0,2%. Para uso tópico.

Referência: Formulaire Therapeutique Magistral Edition 2010. Belgium

16 de setembro de 2011

Pantotenol

***

El pantenol, también denominado alcohol D-pantotenílico o pantotenol, se presenta como un líquido incoloro altamente viscoso y bastante pegajoso. Es fácilmente soluble en agua y en alcohol (96º). En la formulación de soluciones capilares el pantenol puede disolverse sin problemas tanto si éstas son acuosas, hidroalcohólicas o hidropropilen-alcohólicas. Se destacan las siguientes acciones dermatológicas:

- Acción seboreguladora sin efecto rebote.

- Acción hidratante tanto sobre el cabello (emoliente y reparador en cabellos deslipidizados, secos) como sobre el cuero cabelludo (restauración del cuero cabelludo dañado por tratamientos capilares agresivos)

- Acción queratoplástica en procesos descamativas del cuero cabelludo.

El pantenol se emplea en concentraciones del 0,5-5 %. Un ejemplo de solución capilar básica puede ser la siguiente:

Pantenol ……………………….……… 3 g

Alcohol (96º) …..……….…………. 15 g

Agua destilada csp …..…..…. 100 ml

Referência: www.formulacionmagistral.net

13 de setembro de 2011

Pomadas oftálmicas

***
As pomadas têm ação mais duradoura que os colírios. Sua remoção se dá em uma taxa de 0,5% por minuto, o que leva à remoção completa em aproximadamente 3 horas e 30 minutos e lhes confere a vantagem de uma administração menos freqüente que os colírios.
Apesar disso, as pomadas não conseguem proporcionar uma concentração de princípios ativos nos tecidos tão alta como as obtidas por instilações freqüentes dos colírios (a cada 30 minutos ou a cada hora), quando se necessita de uma terapia intensiva como nas endoftalmites e úlceras corneanas infecciosas.
Pode ocorrer também com as pomadas a formação de uma barreira mecânica que impede a penetração de outro produto, na forma de colírio. Nesse caso, os pacientes deverão ser orientados para instilar o colírio 5 minutos antes da aplicação da pomada oftálmica.
As pomadas oftálmicas usualmente contêm lanolina anidra em base de óleo mineral ou petrolato. A lanolina é usada nas pomadas para facilitar a dispersão dos componentes hidrossolúveis. Entretanto, é considerada um agente potencialmente sensibilizante, podendo causar reações alérgicas locais.

Pós devem estar reduzidos a sua forma impalpável por trituração em gral. Não usar solventes voláteis quando levigar pós, pois o solvente poderá evaporar e carregar cristais do fármaco com ele. Quando misturar as fases aquosa e oleosa para uma emulsão líquida, aquecer a fase aquosa alguns graus acima da fase oleosa antes da mistura, é muito útil. A fase aquosa tende a esfriar mais rapidamente que a fase oleosa.

Quando preparar bases para pomadas, aquecer os componentes com ponto de fusão mais alto primeiramente, seguido da adição dos componentes com menor ponto de fusão, em ordem, até que todos tenham sido adicionados.

Para a manipulação de pequenas quantidades de pomadas de consistência macia, a trituração em uma placa de vidro ou granito com uma espátula de metal flexível ou de plástico é o método mais prático e adequado para a mistura e incorporação de líquidos ou sólidos.

Espátulas de inox são adequadas para a manipulação da maioria das substâncias, entretanto não devem ser utilizadas para o preparo de pomadas com mercúrio, ácido tânico, ácido salicílico, iodo.

Antes da incorporação na pomada, pós insolúveis precisam estar finamente divididos e levigados com a própria base fundida ou um líquido levigante, conforme a descrição do processo de incorporação de ativos abaixo. Este procedimento evita a arenosidade na pomada, decorrente da má dispersão dos ingredientes sólidos. Pomadas arenosas são uma abominação para a farmácia e podem irritar a pele. O farmacêutico não deve nunca dispensar uma pomada que não esteja perfeitamente homogênea e com os ativos completamente dispersos.

O aquecimento pode ser usado para amolecer pomadas antes de serem acondicionadas em potes ou tubo, facilitando o trabalho. Deve ser feito com cuidado para evitar a estratificação dos componentes. Quando colocar pomadas liquefeitas em tubos ou potes, resfriar a pomada até poucos graus acima do ponto de solidificação. Isso minimiza a formação de camadas de pomadas no acondicionamento.

Referência: Souza GB. Formulação Magistral para Oftalmologia, 1ª ed. Pharmabboks Editora. São Paulo:SP

4 de julho de 2011

Gel Transdérmico (PLO)

***
Pluronic® Lecithin Organogel (PLO) é uma microemulsão lipossomal fosfolipídica, empregada para a administração de fármacos pela via transdérmica. É um veículo de alta permeabilidade cutânea, com capacidade de carrear fármaco(s) incorporado(s), tais como anti-inflamatórios, analgésicos, anti-eméticos e demais fármacos empregados em situações onde se deseja uma maior permeabilidade cutânea e um alcance sistêmico do fármaco.

O organogel, ou como é comumente denominado em literaturas direcionadas à farmácia magistral, o gel transdérmico, é na verdade uma emulsão que apresenta um toque sensorial de gel. Essa emulsão consiste de uma fase hidrossolúvel que é o gel aquoso de polaxamer 407 de 20 a 40%, e de uma fase lipossolúvel (LIPS) composta de uma solução de lecitina granulada e palmitato de isopropila. Após o preparo do gel aquoso de polaxamer e da solução LIPS, o farmacêutico pode incorporar o fármaco através do emprego de uma farmacotécnica simples que envolve a aplicação da força de extrusão.

A força de extrusão é a força necessária para a formação de micelas lipossomais e consequentemente a encapsulação do fármaco incorporado. Para aplicação de tal força, utilizamos duas seringas conectadas por um adaptador e misturamos o conteúdo das duas seringas, já com o fármaco incorporado na solução LIPS. Sabemos que na prática clínica, se manipularmos o gel somente com simples homogeinização no gral, não há formação de micelas e por conseguinte, o resultado clínico é pouco satisfatório.

É importante ressaltar que o organogel desorganiza as camadas lipídicas da pele sem dissolvê-las como faz o DMSO. O organogel permite que a droga carreada penetre pelo estrato córneo até a circulação sistêmica via fluxo dérmico-epidérmico.

Vantagens da administração transdérmica: é uma via alternativa ao trato gastrintestinal: menor irritação e toxicidade sistêmica, evita a ação do pH ácido do estômago sobre fármacos sensíveis nestas condições. Evita, também, possíveis interações do fármaco com alimentos e com a flora intestinal. Evita o efeito de primeira passagem hepática. Permite o controle da absorção de determinada quantidade de fármaco. Possibilidade de aplicação em diferentes locais do corpo, deve-se evitar a aplicação em locais com irritação e/ou com lesões. Aumenta a adesão do paciente ao tratamento: resultado da fácil administração e da diminuição da toxicidade sistêmica.

Desvantagens da administração transdérmica: possibilidade de irritação localizada o reações alérgicas cutâneas. O tempo requerido para a difusão através da pele, é de relativa demora no início da ação do fármaco. Evitar a aplicação em locais com irritação e/ou com lesões.

O gel de PLO é composto por uma fase oleosa (LIPS) e uma fase aquosa (Gel de Polaxamer 407). Recomenda-se a prévia manipulação e armazenamento dessas fases para que no momento que se recebe a prescrição do gel transdérmico, possamos utilizá-las fazendo tão somente a incorporação do ativo prescrito.

2 de abril de 2011

Livro Manual de Drogas Injetáveis

Este livro apresenta 370 páginas, com 169 monografias de medicamentos injetáveis e sua descrição da forma farmacêutica, categoria terapêutica do fármaco, reconstituição, concentração após a reconstituição, estabilidade do produto reconstituído, vias de administração, diluente, volume final e tempo de infusão da solução injetável, compatibilidade, incompatibilidade, reconstituição e estabilidade em seringa plástica e em bolsas plásticas de PVC. O livro Manual de Drogas Injetáveis fornece informações práticas sobre administração, preparo, vias de administração, reconstituição, compatibilidade e estabilidade de medicamentos injetáveis.

Cálculos e fórmulas, Cálculos de velocidade de infusão, Cálculo do gotejamento, Método prático, Infusão em gotas, Infusão em microgotas, Cálculo para infusão intravenosa do medicamento, Cálculo da velocidade de gotejamento com equipo de bureta, Cálculo de mL/h para uso em bomba de infusão contínua (BIC), Cálculo da concentração do medicamento, Cálculo da concentração do medicamento em porcentagem, Cálculo da concentração do medicamento na forma diluída, Cálculo da dose para medicamentos em g/mL, mg/mL ou mcg/mL, Cálculo de mL/h para uso em BIC em gotas/min, Resumo de cálculo para gotejamento, Unidades de medida

Monografias dos seguintes medicamentos injetáveis: Acetilcisteína, Aciclovir, Ácido Aminocaproico, Ácido Ascórbico, Ácido tranexâmico, Adenosina, Albumina humana, Alfainterferona 2b recombinante, Alfentanila, Alprostadil, Alteplase, Amicacina, Aminofilina, Amiodarona, Amoxicilina + clavulanato de potássio, Ampicilina, Ampicilina + sulbactam, Amrinona, Anfotericina B, Anfotericina B complexo lipídico, Anfotericina B lipossomal, Atracúrio, Atropina, Azitromicina, Benzilpenicilina potássica, Bicarbonato de sódio, Bromoprida, Bupivacaína, Calcitriol, Caspofungina, Cefazolina, Cefepima, Cefotaxima, Ceftazidima, Ceftriaxona, Cefuroxima, Cetamina, Cetoprofeno, Cetorolaco de trometamol, Ciprofloxacino, Cisatracúrio, Claritromicina, clindamicina, Clonidina, Cloreto de potássio, Cloreto de sódio, Complexo vitamínico B, Clorpromazina, Dalteparina, Dantroleno, Daptomicina, Desferroxamina, Deslanosídeo, Desmopressina, Dexametasona, Dexmedotimidina, Diazepam, Diclofenaco sódico, Diltiazem, Dimenidrinato, Dipirona, Dobutamina, Dolasetrona, Dopamina, Doripenem, Droperidol, Efedrina, Enoxaparina, Epinefrina, Ertapenem, Escopolamina, Esmolol, Esomeprazol, Estreptomicina, Estreptoquinase, Etilefrina, Etomidato, Fenilefrina, Fenitoína, Fenobarbital, Fentanila, Fitomenadiona, Fluconazol, Flumazenil, Fosfato de potássio, Furosemida, Gentamicina, Glicose, Glucagon, Gluconato de cálcio, Granisetrona, haloperidol, Heparina, Hidralazina, Hidrocortisona, Ibuprofeno, Imipenem + cilastatina, Imunoglobulina antitimócito, imunoglobulina humana endovenosa, Indometacina, Insulina humana regular, Lansoprazol, Levobupivacaína, Levofloxacino, Lidocaína, Linezolida, Manitol, Meropenem, Metadona, Metaraminol, Metilprednisolona, Metoclopramida, Metoprolol, Metronidazol, Midazolam, Milrinona, Mononitrato de isossorbida, Morfina, Nalbufina, Naloxona, Neostigmina, Nimodipino, Nitroglicerina, Nitroprussiato de sódio, Norepinefrina, Ocitocina, Octreotida, Omeprazol, Ondansetrona, Oxacilina, Palonosetrona, Pancurônio, Pantoprazol, Parecoxibe sódico, Pentoxifilina, Petidina, Piperacilina + tazobactam, Polimixina B, Prometazina, Propofol, Propranolol, Protamina, Ranitidina, Remifentanila, Rocurônio, Ropivacaína, Sacarato de hidróxido férrico, Salbutamol, Somatostatina, Sufentanila, Sugamadex, Sulfametoxazol + trimetoprima, Sulfato de magnésio, Suxametônio, Teicoplanina, Tenoxicam, Terbutalina, Ticarcilina + clavulanato de potássio, Tigeciclina, Tiopental, Tirofibana, Tramadol, Treprostinil, Tropisetrona, Vancomicina, Vasopressina, Vecurônio, Verapamil, Zidovudina

27 de março de 2011

Cuidados Microbiológicos

***

Conservantes são substâncias químicas, cuja função é inibir o crescimento de microorganismos no produto, conservando-o livre de deteriorações causadas por bactérias, fungos e leveduras. Eles podem ter atividade bacteriostática e/ou fungistática. Entretanto, com a rápida e enorme modernização da Cosmética, para se selecionar o melhor sistema conservante para cada fórmula, na sua melhor combinação de tipos de ativo e na concentração ideal, é preciso dominar o conhecimento do trinômio produto-conservantes-microrganismos, que resume os pontos da estratégia de proteção microbiológica do produto.

Como produto, é importante considerar aqui sua composição química, embalagem e o processo de fabricação. O primeiro aspecto a ser considerado na escolha do conservante é a regulamentação do uso de substâncias de ação conservante permitidas, uma vez que é de caráter eliminatório. Produtos auto-conservantes normalmente têm prazo de validade menor, são apresentados em frascos do tipo dispenser ou bisnagas especiais que solucionam boa parte do problema protegendo o produto da carga microbiana das mãos do consumidor ou do ambiente.

Quanto mais aquosa, mais susceptível a bactérias. Em geral cremes e loções exigem atividade tanto bacteriostática quanto fungistática, fazendo-se necessário utilizar misturas de conservantes de amplo espectro de atividade. O segundo passo para se selecionar um sistema conservante é conhecer suas propriedades físico-químicas para se prever possíveis incompatibilidades químicas com os componentes da fórmula e até de inativação do conservante; a solubilidade em água, tensoativos e glicóis; o coeficiente de distribuição de ativos; a estabilidade em relação ao pH e temperatura que sofrem variações durante o processo de produção; a possibilidade de bombeamento; a necessidade de pré-mistura em fase oleosa e as perdas por evaporação durante o processo e até por adsorção à resina da embalagem.

Aquosos: sulfitos, bissulfitos e metabissulfitos são os antioxidantes mais utilizados na preservação de medicamentos. São utilizados em concentrações na faixa de 0,1 - 0,2 %. Outros antioxidantes, tais como o ácido ascórbico e seus sais também podem ser utilizados como agentes antioxidantes em fórmulas farmacêuticas, em concentrações geralmente menores que 0,04% . O tioglicerol, tiosorbitol e o cloridrato de cisteína também podem ser usados com essa finalidade.

Oleosos: ácido nordiidroguaiarético (NDGA), usado na faixa de concentração entre 0,05 à 0,1%. Esse composto é ativo em meio neutro ou levemente ácido e tem como agentes sinérgicos o ácido cítrico e fosfórico. É solúvel em óleos a 1,1%, etanol, glicerol, propilenoglicol. O butilhidroxianisol (BHA) é bastante utilizado, possui elevada atividade antioxidante e é incolor e inodoro. É estável em temperaturas mais elevadas, sendo utilizado na faixa de concentração entre 0,005 a 0,02%.

Butilhidroxitolueno (BHT) é um dos oxidantes e inibidor de atividade de metais muito utilizado na área farmacêutica. Indicado principalmente para gorduras e vitaminas, nas concentrações entre 0,01 à 0,1 %. Os ésteres do ácido gálico também possuem ampla utilização em farmácia., principalmente os derivados galato de etila e galato de propila são utilizados na faixa de concentração entre 0,005 à 0,1 %

Agentes quelantes: metais ionizados e solubilizados na fórmula farmacêutica podem catalisar as reações de oxidação. Considerando-se que nem todos os antioxidantes são capazes de inibir a atividade catalítica dos metais, em vários casos, é necessário associar ao sistema de proteção os agentes quelantes , cuja função específica é de seqüestrar o íon metálico do meio de forma que ele não possa agir como catalisador.

Microrganismos vivos, do reino vegetal e animal, podem contaminar os medicamentos e, em muitos casos, levar à instabilização da forma farmacêutica. Os fungos constituem os mais sérios problemas de contaminação de medicamentos, produzem enzima oxidantes e hidrolizantes. Atacam com facilidade preparações líquidas, principalmente soluções, xaropes e semi-sólidos, incluindo cremes e géis. As algas contaminam preparações líquidas e semi-sólidas, com menor freqüência que as bactérias. A escolha do conservante adequado vai depender da forma farmacêutica, da natureza química dos componentes da fórmula e do pH da preparação.

Álcool etílico: é fungicida e fungistático na faixa de concentração de 15 a 17%, possuindo atividade antiséptica a 70%. O álcool etílico é o único produto que quando diluído em água (70%) é mais eficaz do que puro. O álcool não somente rompe as membranas pela sua solubilidade em lipídios, mas também desnatura proteínas. É utilizado não somente como desinfetante de superfície, mas também como antisséptico. As limitações estão na sensibilidade à matéria orgância, rápida volatilização e ser inflamável. As bactérias na forma vegetativa morrem após cinco minutos de contato com o composto. Apesar de o álcool etílico ser utilizado mais freqüentemente, o álcool propílico é melhor principalmente por ser menos corrosivo e possuir maior espectro de ação

Glicerol: 20 à 40 %, clorobutanol: antiséptico bacteriano na concentração de 0,5%.

Éteres fenílicos do etileno e propilenoglicol: possuem atividade antifúngica em concentrações menores que 1%. Ácido benzóico e benzoato de sódio: também possuem atividade em pH menor que 4,0.

Cloreto de benzalcônio: uso na concentração de 0,05%. Estes moléculas são hidrofílicas numa extremidade e hidrofóbica na outra. O grupo hidrofílico é um sal quaternário de amônia e o grupo hidrofóbico pode ser uma cadeia longa de hidrocarboneto ou um núcleo benzênico, ou ambos. Devido às suas propriedades como antisséptico tensoativo, são excelentes agentes de limpeza de pele, ferimentos e objetos inanimados. Eles são mais ativos contra microorganismos gram positivos. Em altas diluições são bacteriostáticos.

Cetrimida: uso em concentrações entre 1:5000 à 1:10000.

Timerosal: uso em concentrações entre 1:5000 à 1:50000

Álcool benzílico: uso em concentrações de 0,5%.

Ésteres do ácido p-hidroxibenzóico: são os mais utilizados na área farmacêutica. Sua designações genéricas são metilparabeno e propilparabeno. São antifúngicos em concentrações na faixa de 0,05 à 0,2% . A associação sinérgica envolve concentrações de 0,18% de nipagim e 0,02% de nipazol. São incompatibilidades com tensoativos como os tweens, gelatina e carbomelose.

Para a busca da excelência em qualidade microbiológica, a revisão da composição química do produto segundo os princípios de racionalização, a adequação do sistema conservante e monitoração microbiológica constituem portanto o trinômio da qualidade microbiológica, valendo por fim ressaltar as seguintes recomendações: aprimorar o senso crítico do formulador na racionalização da fórmula, observar os critérios de escolha do sistema conservante, tendo a regulamentação de mercado como fator eliminatório, usar a concentração adequada de conservante que seja estável e compatível com a composição química do produto e condições do processo, requisitar orientação do fornecedor do sistema conservante ou serviço de consultoria nas áreas de menor domínio, dentro do trinômio produto-conservante-microrganismos, buscar o melhor balanço custo-benefício, realizar os testes de análises físico-químicas, como forma de garantir a proteção microbiológica, adotar as boas práticas e controle organizadas num sistema de monitoração da qualidade microbiológica integrado.

Bibliografia

Allen LV. Allen’s Compounded Formulations: the Complete U.S. Pharmacist Collection. Washington, DC: American Pharmaceutical Association; 2003

Allen LV. The Art, Science, and Technology of Pharmaceutical Compounding. Washington, DC: American Pharmaceutical Association; 1998

Llopis M.J., Baxaulí V. Formulário Básico de Medicamentos Magistrales. 1ª edición. Valencia, 2001

Prista LN, Alves AC. Técnologia Farmacêutica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; 1996

Prista LN, Alves AC, Morgado RMR. Técnica Farmacêutica e Farmácia Galênica. 5ª Ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996. v.1. v.2 v.3.

Remington, Farmacia, Tomo I, 19ª ed. Editorial Médica Panamericana, Buenos Aires; 1998

SOUZA GB. Formulação Magistral para Oftalmologia. São Paulo, SP. Pharmabooks; 2008

Trissel’s Stability of Compounded Formulations. Washington. DC: American Pharmaceutical Association; 1996

22 de fevereiro de 2011

Géis em oftalmologia

***

O desenvolvimento de formulações em géis vem se tornando uma alternativa para o receituário médico. Sua vantagem sobre os colírios e pomadas é proporcionar um tempo de contato maior do princípio ativo com os tecidos oculares e possuir um efeito visual e cosmético melhor.

Os géis prolongam o tempo de permanência da droga no saco conjuntival, aumentando efetivamente a sua biodisponibilidade ocular. Os polímeros mais usados em géis oftálmicos incluem éteres de celulose (hidroxipropilcelulose, metilcelulose, hidroxipropilmetilcelulose), álcool polivinílico, carbopol, éter polimetilvinil maléico, poliacrilamida, poloxamer 407 e ácido plurônico.

Pré-misturar alguns agentes geleificantes, como o ácido algínico, com outros pós, às vezes ajuda no processo de dispersão. Bentonita pode ser dispersa facilmente, polvilhando-a em água, permitindo que as partículas hidratem e sedimentem no fundo do béquer. Glicerina ou outro líquido similar pode ser usado para pré-molhar a bentonita antes de misturá-la com água. A hidratação completa pode levar horas.

Em geral deve-se primeiro solubilizar os agentes conservantes no veículo, seguindo com o povilhamento lento do agente gelificante sobre o mesmo, sob agitação vigorosa. Em muitos casos é importante deixar que o agente gelificante sofra um intumescimento inicial para sua melhor dispersão. Para facilitar dispersão de alguns agentes gelificantes é melhor a utilização da água aquecida, para outros da água fria ou o choque térmico. Todavia, há uma tendência à formação de grumos durante o processo de preparo, os quais devem ser dispersos com agitação ou trituração.

Somente após a dispersão total dos agentes gelificantes é que aquelas preparações que precisam ser neutralizadas para gelificar podem ter aditivados os agentes alcalinizantes.

Remova todo ar incorporado nas dispersões de carbômeros antes de adicionar um agente espessante. Bolhas de ar podem ser removidas deixando-se o produto descansar por 24 horas ou colocando-o em um banho ultra-sônico. Um antiespumante como silicone pode ser útil.

O pH é muito importante para determinar a viscosidade de um gel de carbômero. Géis de gelatina são preparados por dispersão da gelatina em água quente e resfriados em seguida. O procedimento pode ser simplificado pela mistura da gelatina com líquidos orgânicos como álcool etílico ou propilenoglicol, adição de água quente e resfriamento do gel.

A metilcelulose e a hidroxipropilmeticelulose são mais facilmente dispersas com choque térmico. Dispersa-se inicialmente o agente gelificante em um terço da quantidade de água empregada na formulação aquecida entre 80 a 90º C, sob agitação vigorosa, em seguida adiciona-se o restante da água gelada sob agitação. Estes polímeros também podem ser previamente molhados (levigados) com propilenoglicol antes de se adicionar a água, facilitando a dispersação. Uma máxima transparência e hidratação destes géis pode ser obtida pelo armazenamento durante uma hora após o seu preparo em temperatura de 0 a 10º C.

Referência: Souza GB. Formulação magistral para oftalmologia. Pharmabooks: SP. 2007