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Ingredientes mais comuns em fórmulas de xampu
ESTABILIZADOR DE ESPUMA: a dietanolamida de ácido graxo de coco está entre os mais usados, porque o consumidor associa de forma errada espuma com limpeza;
CONSERVANTE: os mais utilizados são os parabenos: metilparabeno, butilparabeno ou etilparabeno; a imidazolinidiluréia também é utilizada;
TENSOATIVO: é o detergente que retira a sujeira e oleosidade dos cabelos, sendo os mais comuns o lauril sulfato de sódio (LSS), lauril éter sulfato de sódio (LESS) e o lauril éter sulfato de trietanolamina;
ESPESSANTE: mais comum é o cloreto de sódio; podendo também ser utilizado gomas, carbômeros e alginatos, e a principal função é evitar que o xampu escorra pelas mãos;
CORRETIVO DO pH: para a manutenção do pH ácido, necessitamos adicionar um ativo como o ácido cítrico;
QUELANTE DE METAIS: um dos utilizados é o EDTA, cuja finalidade é remover metais que aceleram a oxidação da fórmula;
FONTE: www.folhaonline.com.br
Gilberto Barcelos Souza. Farmacêutico. Trabalhou durante 40 anos no Serviço de Farmácia do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) ● 46 livros (29 Livros + 17 E-book Kindle Amazon) ● Extravasamento ● Oncológicos Injetáveis ● Oncológicos Orais ● Imunoterápicos ● Protocolos Quimioterapia ● Interações em Oncologia ● Magistral ● Injetáveis ● Editor do www.meuslivrosdefarmacia.com.br. Editor do www.meuslivrosdeoncologia.com.br
19 de abril de 2010
31 de março de 2010
Sustancia clave en la formulación de jarabe en suspensión de ácido ursodesoxicólico para uso pediátrico
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El ácido ursodesoxicólico se emplea en forma de suspensión oral en pediatría para el tratamiento de los cálculos biliares. La formulación en forma de suspensión es obvia debido a la insolubilidad de dicho ácido en el agua. El líquido dispersante empleado es jarabe simple por dos razones: facilita la suspensión del ácido ursodesoxicólico debido a su viscosidad y confiere un sabor dulce, importante para enmascarar el sabor amargo del ácido. Una sustancia fundamental para lograr una suspensión homogénea y fácilmente dispersable mediante agitación (factores fundamentales para lograr una adecuada dosificación) es la inclusión de glicerina (1,5 g si se quieren preparar 50 ml de jarabe que contenga 50 mg de ácido ursodesoxicólico por ml).
Web Dr. Alía: http://www.formulacionmagistral.net/
El ácido ursodesoxicólico se emplea en forma de suspensión oral en pediatría para el tratamiento de los cálculos biliares. La formulación en forma de suspensión es obvia debido a la insolubilidad de dicho ácido en el agua. El líquido dispersante empleado es jarabe simple por dos razones: facilita la suspensión del ácido ursodesoxicólico debido a su viscosidad y confiere un sabor dulce, importante para enmascarar el sabor amargo del ácido. Una sustancia fundamental para lograr una suspensión homogénea y fácilmente dispersable mediante agitación (factores fundamentales para lograr una adecuada dosificación) es la inclusión de glicerina (1,5 g si se quieren preparar 50 ml de jarabe que contenga 50 mg de ácido ursodesoxicólico por ml).
Web Dr. Alía: http://www.formulacionmagistral.net/
15 de fevereiro de 2010
Pomadas
As pomadas que contêm uma quantidade excessiva de óleo e pouquíssima água apresentam um aspecto gorduroso e são difíceis de ser eliminadas através da lavagem. As pomadas são mais adequadas quando a pele necessita de lubrificação ou umidade. Embora sejam produtos que "sujam" mais que os cremes à base de água, as pomadas comumente são mais eficazes para liberar os princípios ativos na pele.
As pomadas com substâncias gordurosas hidrófobas tem ação terapêutica em consequência do estado congestivo que provocam. A gordura ou produtos gordurosos das pomadas, sendo matéria homogênea, colocada na pele, impede a perspiração, disso resultando embebição da camada córnea e também da área espinhosa e da derme pela água que o organismo devia eliminar por essa área cutânea; conseqüentemente, há retenção de anidrido carbônico e diversos produtos catabólicos. Seguir-se-á vasodilatação, que terá por finalidade, por um lado, fornecer à pele meios para diluir as substâncias tóxicas retidas e garantir o metabolismo celular por ventura perturbado, por outro lado, possibilitar a reabsorção dos referidos produtos para serem eliminados pelos outros emunctórios.
O estado congestivo das pomadas pode ser aumentado se nelas incorporamos produtos umectantes na concentração de 5 a 10% e qualquer pomada tornar-se-á mais congestiva se a cobrirmos com material impermeável como é, por exemplo, o plástico (penso oclusivo). Dessa forma, deduz-se que, as pomadas, sendo congestivas, sobretudo as que têm componentes gordurosos hidrófobos, só devem ser usadas em dermatoses com caráter crônico e quando se deseja introduzir na pele produtos medicamentosos.
As pomadas com substâncias gordurosas hidrófobas tem ação terapêutica em consequência do estado congestivo que provocam. A gordura ou produtos gordurosos das pomadas, sendo matéria homogênea, colocada na pele, impede a perspiração, disso resultando embebição da camada córnea e também da área espinhosa e da derme pela água que o organismo devia eliminar por essa área cutânea; conseqüentemente, há retenção de anidrido carbônico e diversos produtos catabólicos. Seguir-se-á vasodilatação, que terá por finalidade, por um lado, fornecer à pele meios para diluir as substâncias tóxicas retidas e garantir o metabolismo celular por ventura perturbado, por outro lado, possibilitar a reabsorção dos referidos produtos para serem eliminados pelos outros emunctórios.
O estado congestivo das pomadas pode ser aumentado se nelas incorporamos produtos umectantes na concentração de 5 a 10% e qualquer pomada tornar-se-á mais congestiva se a cobrirmos com material impermeável como é, por exemplo, o plástico (penso oclusivo). Dessa forma, deduz-se que, as pomadas, sendo congestivas, sobretudo as que têm componentes gordurosos hidrófobos, só devem ser usadas em dermatoses com caráter crônico e quando se deseja introduzir na pele produtos medicamentosos.
27 de janeiro de 2010
Componentes básicos de las suspensiones
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HUMECTANTES
Aumentan la superficie específica entre los principios activos insolubles y el líquido dispersante (hacen que éstos sean más fácilmente mojables). Dichas sustancias forman capas moleculares alrededor de las partículas, facilitando su dispersabilidad en el líquido dispersante. Se utilizan para principios activos que tienen cierta hidrofilia (generalmente contienen oxígeno). Los más empleados son: glicerina, propilenglicol y P.E.G. líquidos. Para los principios activos lipófilos se emplean generalmente tensioactivos polioxietilenados tipo Tweens®, siendo el Tween 80® uno de los más empleados.
Debe formarse una pasta homogénea entre los principios activos insolubles y los humectantes antes de añadir el líquido dispersante. La cantidad de humectante añadido es función de la cantidad de principios activos a suspender. Generalmente se suele emplear 1/2 parte de humectante por 1 parte de material pulverulento a suspender.
SUSPENSORES O VISCOSIZANTES
Confieren el grado de viscosidad óptimo para evitar que los principios activos insolubles sedimenten rápidamente. Los más empleados son: C.M.C.Na, magma de bentonita, Carbopol 940, P.E.G., electrolitos y metilcelulosa. Las emulsiones fluidas y champús pueden actuar como suspensores y como humectantes. También hay que aclarar, que en algunos casos no es necesaria la adición del suspensor debido a las propiedades fisicoquímicas del material a suspender.
ELECTROLITOS
En algunos casos pueden ser importantes para evitar la aglomeración de las partículas al crear repulsión electrostática entre las mismas.
Web Dr. Alía: http://www.formulacionmagistral.net/
HUMECTANTES
Aumentan la superficie específica entre los principios activos insolubles y el líquido dispersante (hacen que éstos sean más fácilmente mojables). Dichas sustancias forman capas moleculares alrededor de las partículas, facilitando su dispersabilidad en el líquido dispersante. Se utilizan para principios activos que tienen cierta hidrofilia (generalmente contienen oxígeno). Los más empleados son: glicerina, propilenglicol y P.E.G. líquidos. Para los principios activos lipófilos se emplean generalmente tensioactivos polioxietilenados tipo Tweens®, siendo el Tween 80® uno de los más empleados.
Debe formarse una pasta homogénea entre los principios activos insolubles y los humectantes antes de añadir el líquido dispersante. La cantidad de humectante añadido es función de la cantidad de principios activos a suspender. Generalmente se suele emplear 1/2 parte de humectante por 1 parte de material pulverulento a suspender.
SUSPENSORES O VISCOSIZANTES
Confieren el grado de viscosidad óptimo para evitar que los principios activos insolubles sedimenten rápidamente. Los más empleados son: C.M.C.Na, magma de bentonita, Carbopol 940, P.E.G., electrolitos y metilcelulosa. Las emulsiones fluidas y champús pueden actuar como suspensores y como humectantes. También hay que aclarar, que en algunos casos no es necesaria la adición del suspensor debido a las propiedades fisicoquímicas del material a suspender.
ELECTROLITOS
En algunos casos pueden ser importantes para evitar la aglomeración de las partículas al crear repulsión electrostática entre las mismas.
Web Dr. Alía: http://www.formulacionmagistral.net/
19 de dezembro de 2009
Conservantes em oftalmologia
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Diversas formulações exigem conservação em baixas temperaturas ou, eventualmente, na ausência de luz. Outras formulações exigem que o produto seja agitado antes de usar. Todas essas informações, acrescidas do prazo de validade, devem fazer parte do rótulo do produto.
Algumas formulações, mesmo para uso extemporâneo, exigem a presença de antioxidantes. Muitas drogas usadas em Oftalmologia são instáveis, pois apresentam degradação química com o passar do tempo. Alguns fatores como a conservação em geladeira e a ausência de luz aumentam o prazo de estabilidade.
Quanto aos preservativos, sua penetração é muito aumentada quando existem lesões, ulcerações, traumatismos e irregularidades no epitélio da córnea. A penetração excessiva pode produzir efeitos tóxicos e adversos, que são muitas vezes creditados erroneamente aos princípios ativos.
Muitos outros fatores, como pH, tonicidade, composição de eletrólitos e estabilidade, devem ser considerados para a escolha do veículo. Preservativos, tampões e antioxidantes também podem ser adicionados. As incompatibilidades entre as drogas devem ser pesquisadas principalmente quando sua combinação estiver envolvida.
Os microrganismos a seguir devem fazer parte de um painel para teste dos preservativos: Candida albicans, Aspergillus niger, Pseudomonas aeruginosa, E. coli, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis. Adicionalmente outros microrganismos podem ser incluídos, se houver probabilidade de representarem uma possível contaminação, introduzida por exemplo no decorrer do uso dos produtos, ou que sejam potencialmente "devastadores" para os tecidos oculares.
Na prática, não se conseguiu ainda encontrar um preservativo que obedeça a todos estes requisitos. Os mais utilizados são`o clorobutanol, os compostos de amônio quaternário (cloretos de benzalcônio, benzetônio e cetilpiridínio), mercuriais (nitrato, e acetato de fenilmercúrio, timerosal), antibióticos (polimixina B) e parabenos (nipagen, nipasol).
Clorobutanol 0,5 %: é considerado um dos preservativos mais satisfatórios para uso oftálmico. Possui amplo espectro de ação, ativo tanto contra gram-positivos como gram-negativos, inclusive Pseudomonas aeruginosa. Também é ativo contra alguns fungos. É compatível quimicamente com a maioria dos princípios ativos utilizados em oftalmologia, e é praticamente desprovido de ação sensibilizante. Não é irritante para a câmara anterior do olho, e exerce um ligeiro efeito anestésico sobre a mucosa conjuntival, o que é favorável para a administração de certas drogas. É usado na concentração de 0,5 %. Tem no entanto algumas desvantagens como inativação em meio alcalino, decomposição pela ação do calor, principalmente em pH acima de 6, e incompatibilidade com sais de prata e sulfas.
Cloreto de Benzalcônio 1:10.000: é um composto de amônio quatenário com amplo espectro de ação, ativo contra gram-positivos e gram-negativos, modificando a permeabilidade da membrana celular. É usado na concentração de 1:10.000 (0,01%) e é eficaz contra Pseudomonas aeruginosa, principalmente quando associado ao EDTA a 0,01%. Em concentrações maiores que 1:10.000 pode ser irritante para a conjuntiva, causando edema e descamação. Por sua ação tensoativa, aumenta a permeabilidade da córnea, e pode ser utilizado para esta finalidade. També é usado para esterilização de instrumentos e limpeza da pele e membranas mucosas. É incompatível com compostos aniônicos, nitratos e salicilatos, entre outros. Fazem parte o mesmo grupo os cloretos de benzalcônio e de cetilpiridínio.
Timerosal 1:10.000: é um preservativo mercurial, com ação inibitória sobre o crescimento de bactérias e fungos. Tem amplo espectro de ação, tanto contra gram-positivos como gram-negativos. É usado na concentração 1:10.000. Como os outros mercuriais, o timerosal é um agente alergizante por excelência. Tende a causar hipersensibilidade em pacientes usuários de lentes de contato. Fazem parte também do grupo dos mercuriais, com as mesmas características básicas, o nitrato, acetato e borato de fenilmercúrio. Atualmente, é considerado um preservativo ultrapassado.
Polimixina B 1.000 UI/ml: é um antibiótico, eficaz principalmente contra bactérias gram-negativas, especialmente Pseudomonas aeruginosa. A concentração usual como preservativo é de 1.000 UI/ml. É pouco utilizado para esta finalidade devido ao seu alto custo. Também há restrições ao seu uso pelo fato de ser um antibiótico, potencialmente tóxico e alergênico.
Clorexidina 0,02 % - 0,05 %: é um derivado da guanidina, mais utilizado em nosso meio nas soluções para lentes de contato. Tem amplo espectro de ação e é eficiente contra Pseudomonas aeruginosa. É usada em concentrações de 0,02% a 0,05%. É incompatível com penicilinas, sulfas, cloranfenicol, nitrato de prata e em concentrações maiores que 0,01%, com cloretos, fosfatos e sulfatos. É muito similar ao clorobutanol e ao cloreto de benzalcônio, quanto a eficácia e toxicidade, quando usado como preservativo.
Ésteres do Ácido p-Hidroxibenzóico (Nipagin e Nipasol): geralmente utiliza-se uma mistura de metilparabeno (nipagin) e propilparabeno (nipasol), para se obter um efeito antimicrobiano mais acentuado. São bem tolerados pela mucosa ocular, em concentrações de até 0,5%. Tem mais ação antifúngica que antibacteriana, e são mais ativos em pH menor que 8.
Os preservativos ou conservantes são substâncias químicas empregadas nas formulações de uso tópico para evitar a contaminação dos produtos durante o uso, ou durante o período de armanezamento. O preservativo ideal deve apresentar as seguintes características: deve ser o mais amplo possível, contra bactérias e fungos capazes de provocar infecções, e especialmente ativo contra Pseudomonas aeruginosa, deve manter sua atividade por um longo período, mesmo em condições desfavoráveis do ambiente, como por exemplo em temperaturas mais elevadas, se uma solução estéril for contaminada durante o uso, o preservativo deve reesterizá-la no prazo de uma hora, os preservativos não devem ser alergênicos e nem sensibilizantes. Isto é particularmente importante no caso de uso prolongado do medicamento, como ocorre no glaucoma e na síndrome do olho seco, os preservativos não devem ser tóxicos ou irritantes para os tecidos oculares, e também não devem provocar alterações epiteliais, os preservativos devem ser compatíveis, do ponto de vista químico e farmacológico, com os outros componentes da fórmula, e não devem alterar significativamente o pH e a osmolaridade da solução.
Referência: Souza G.B. Manipulação Magistral para Oftalmologia. Pharmabooks: SP. 2008
Diversas formulações exigem conservação em baixas temperaturas ou, eventualmente, na ausência de luz. Outras formulações exigem que o produto seja agitado antes de usar. Todas essas informações, acrescidas do prazo de validade, devem fazer parte do rótulo do produto.
Algumas formulações, mesmo para uso extemporâneo, exigem a presença de antioxidantes. Muitas drogas usadas em Oftalmologia são instáveis, pois apresentam degradação química com o passar do tempo. Alguns fatores como a conservação em geladeira e a ausência de luz aumentam o prazo de estabilidade.
Quanto aos preservativos, sua penetração é muito aumentada quando existem lesões, ulcerações, traumatismos e irregularidades no epitélio da córnea. A penetração excessiva pode produzir efeitos tóxicos e adversos, que são muitas vezes creditados erroneamente aos princípios ativos.
Muitos outros fatores, como pH, tonicidade, composição de eletrólitos e estabilidade, devem ser considerados para a escolha do veículo. Preservativos, tampões e antioxidantes também podem ser adicionados. As incompatibilidades entre as drogas devem ser pesquisadas principalmente quando sua combinação estiver envolvida.
Os microrganismos a seguir devem fazer parte de um painel para teste dos preservativos: Candida albicans, Aspergillus niger, Pseudomonas aeruginosa, E. coli, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis. Adicionalmente outros microrganismos podem ser incluídos, se houver probabilidade de representarem uma possível contaminação, introduzida por exemplo no decorrer do uso dos produtos, ou que sejam potencialmente "devastadores" para os tecidos oculares.
Na prática, não se conseguiu ainda encontrar um preservativo que obedeça a todos estes requisitos. Os mais utilizados são`o clorobutanol, os compostos de amônio quaternário (cloretos de benzalcônio, benzetônio e cetilpiridínio), mercuriais (nitrato, e acetato de fenilmercúrio, timerosal), antibióticos (polimixina B) e parabenos (nipagen, nipasol).
Clorobutanol 0,5 %: é considerado um dos preservativos mais satisfatórios para uso oftálmico. Possui amplo espectro de ação, ativo tanto contra gram-positivos como gram-negativos, inclusive Pseudomonas aeruginosa. Também é ativo contra alguns fungos. É compatível quimicamente com a maioria dos princípios ativos utilizados em oftalmologia, e é praticamente desprovido de ação sensibilizante. Não é irritante para a câmara anterior do olho, e exerce um ligeiro efeito anestésico sobre a mucosa conjuntival, o que é favorável para a administração de certas drogas. É usado na concentração de 0,5 %. Tem no entanto algumas desvantagens como inativação em meio alcalino, decomposição pela ação do calor, principalmente em pH acima de 6, e incompatibilidade com sais de prata e sulfas.
Cloreto de Benzalcônio 1:10.000: é um composto de amônio quatenário com amplo espectro de ação, ativo contra gram-positivos e gram-negativos, modificando a permeabilidade da membrana celular. É usado na concentração de 1:10.000 (0,01%) e é eficaz contra Pseudomonas aeruginosa, principalmente quando associado ao EDTA a 0,01%. Em concentrações maiores que 1:10.000 pode ser irritante para a conjuntiva, causando edema e descamação. Por sua ação tensoativa, aumenta a permeabilidade da córnea, e pode ser utilizado para esta finalidade. També é usado para esterilização de instrumentos e limpeza da pele e membranas mucosas. É incompatível com compostos aniônicos, nitratos e salicilatos, entre outros. Fazem parte o mesmo grupo os cloretos de benzalcônio e de cetilpiridínio.
Timerosal 1:10.000: é um preservativo mercurial, com ação inibitória sobre o crescimento de bactérias e fungos. Tem amplo espectro de ação, tanto contra gram-positivos como gram-negativos. É usado na concentração 1:10.000. Como os outros mercuriais, o timerosal é um agente alergizante por excelência. Tende a causar hipersensibilidade em pacientes usuários de lentes de contato. Fazem parte também do grupo dos mercuriais, com as mesmas características básicas, o nitrato, acetato e borato de fenilmercúrio. Atualmente, é considerado um preservativo ultrapassado.
Polimixina B 1.000 UI/ml: é um antibiótico, eficaz principalmente contra bactérias gram-negativas, especialmente Pseudomonas aeruginosa. A concentração usual como preservativo é de 1.000 UI/ml. É pouco utilizado para esta finalidade devido ao seu alto custo. Também há restrições ao seu uso pelo fato de ser um antibiótico, potencialmente tóxico e alergênico.
Clorexidina 0,02 % - 0,05 %: é um derivado da guanidina, mais utilizado em nosso meio nas soluções para lentes de contato. Tem amplo espectro de ação e é eficiente contra Pseudomonas aeruginosa. É usada em concentrações de 0,02% a 0,05%. É incompatível com penicilinas, sulfas, cloranfenicol, nitrato de prata e em concentrações maiores que 0,01%, com cloretos, fosfatos e sulfatos. É muito similar ao clorobutanol e ao cloreto de benzalcônio, quanto a eficácia e toxicidade, quando usado como preservativo.
Ésteres do Ácido p-Hidroxibenzóico (Nipagin e Nipasol): geralmente utiliza-se uma mistura de metilparabeno (nipagin) e propilparabeno (nipasol), para se obter um efeito antimicrobiano mais acentuado. São bem tolerados pela mucosa ocular, em concentrações de até 0,5%. Tem mais ação antifúngica que antibacteriana, e são mais ativos em pH menor que 8.
Os preservativos ou conservantes são substâncias químicas empregadas nas formulações de uso tópico para evitar a contaminação dos produtos durante o uso, ou durante o período de armanezamento. O preservativo ideal deve apresentar as seguintes características: deve ser o mais amplo possível, contra bactérias e fungos capazes de provocar infecções, e especialmente ativo contra Pseudomonas aeruginosa, deve manter sua atividade por um longo período, mesmo em condições desfavoráveis do ambiente, como por exemplo em temperaturas mais elevadas, se uma solução estéril for contaminada durante o uso, o preservativo deve reesterizá-la no prazo de uma hora, os preservativos não devem ser alergênicos e nem sensibilizantes. Isto é particularmente importante no caso de uso prolongado do medicamento, como ocorre no glaucoma e na síndrome do olho seco, os preservativos não devem ser tóxicos ou irritantes para os tecidos oculares, e também não devem provocar alterações epiteliais, os preservativos devem ser compatíveis, do ponto de vista químico e farmacológico, com os outros componentes da fórmula, e não devem alterar significativamente o pH e a osmolaridade da solução.
Referência: Souza G.B. Manipulação Magistral para Oftalmologia. Pharmabooks: SP. 2008
17 de novembro de 2009
Cálculo de isotonia
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Equivalente em cloreto de sódio
Um equivalente é definido como a quantidade de cloreto de sódio que é osmoticamente equivalente a 1g do medicamento.
Exemplo: 0,23g de NaCl é osmoticamente equivalente a 1g de Efedrina
Quanto de cloreto de sódio será necessário para tornar a seguinte fórmula isotônica ?
Sulfato de efedrina ............. 2%
Água estéril qsp .............. 30ml.
1º Passo
Transformar a quantidade de uma solução isotônica de cloreto de sódio 0,9% para o volume desejado.
0,9g Nacl - 100ml de água estéril
Xg NaCl - 30ml de água estéril
X= 0,270g
2º Passo
Medir a quantidade exata de NaCl para isotonisar sulfato de efedrina desta formulação
0,23g NaCl - 1g de sulfato de efedrina
Y - 0,6g de sulfato de efedrina (2% em 30ml= 0,6g NaCl)
Y= 0,138g de NaCl
3º Passo
Subtrair a quantidade de NaCl na solução encontrada.
X-Y= Z
0,270g – 0,138g= 0,132g
Será necessário 0,132g de NaCl para isotonisar 0,6g de sulfato de efedrina
Referência: www.acessomagistral.com.br
Equivalente em cloreto de sódio
Um equivalente é definido como a quantidade de cloreto de sódio que é osmoticamente equivalente a 1g do medicamento.
Exemplo: 0,23g de NaCl é osmoticamente equivalente a 1g de Efedrina
Quanto de cloreto de sódio será necessário para tornar a seguinte fórmula isotônica ?
Sulfato de efedrina ............. 2%
Água estéril qsp .............. 30ml.
1º Passo
Transformar a quantidade de uma solução isotônica de cloreto de sódio 0,9% para o volume desejado.
0,9g Nacl - 100ml de água estéril
Xg NaCl - 30ml de água estéril
X= 0,270g
2º Passo
Medir a quantidade exata de NaCl para isotonisar sulfato de efedrina desta formulação
0,23g NaCl - 1g de sulfato de efedrina
Y - 0,6g de sulfato de efedrina (2% em 30ml= 0,6g NaCl)
Y= 0,138g de NaCl
3º Passo
Subtrair a quantidade de NaCl na solução encontrada.
X-Y= Z
0,270g – 0,138g= 0,132g
Será necessário 0,132g de NaCl para isotonisar 0,6g de sulfato de efedrina
Referência: www.acessomagistral.com.br
21 de outubro de 2009
Dimetilsulfóxido (DMSO)
***
O DMSO é um líquido higroscópio, dissolve-se em água e no álcool; solúvel em éter, clorofórmio e benzeno, com temperatura de congelamento de 18,5º C, com baixa viscosidade, tendo uma densidade idêntica à da água. A elevada capacidade higroscópica decorre da sua intensa afinidade pelo hidrogênio, formando pontes mais fortes que às formadas entre moléculas de água.
Já foram verificadas acima de trinta propriedades farmacológicas e terapêuticas do DMSOe por outro lado, desde que foi introduzido como medicamento, o DMSO tem gerado polêmica no meio científico, dividindo opiniões, uma vez que a sua avaliação exata torna-se extremamente difícil pelas inúmeras e complexas variáveis envolvidas.
DMSO apresenta as propriedades de penetração, difusão, ação carreadora e potencializadora: a particular habilidade em transpor a pele íntegra, difundindo-se em todos os tecidos e fluídos orgânicos faz do DMSO uma arma poderosa, freqüentemente útil no tratamento de lesões localizadas em tecidos. O DMSO foi novamente classificado pelo FDA como IND (Nova Droga em Investigação), o que significa que a aprovação da FDA deve ser obtida para uso em humanos e animais.
O DMSO, está sendo atualmente utilizado como veículo para preparações tópicas, já que se verificou ser um excelente transportador para muitos fármacos, mesmo quando aplicado na pele intacta, aumenta a penetração cutânea e a absorção, permitindo preparar medicamentos que se mostram ativos para certas condições dermatológicas, em que as formas clássicas de tratamento foram ineficazes. Existem estudos comprovando a estabilidade de mais de 7200 produtos em DMSO.
O dimetilsulfóxido (DMSO) devido às suas propriedades carreadoras, têm sido utilizado em formulação magistral na terapêutica dermatológica, contendo medicamentos antiinflamatórios não-esteroidais, drogas esteroidais, antifúngicas, antivirais e drogas anticancerígenas.
Referência: Souza G.B. Manipulação Magistral Dermatológica.
O DMSO é um líquido higroscópio, dissolve-se em água e no álcool; solúvel em éter, clorofórmio e benzeno, com temperatura de congelamento de 18,5º C, com baixa viscosidade, tendo uma densidade idêntica à da água. A elevada capacidade higroscópica decorre da sua intensa afinidade pelo hidrogênio, formando pontes mais fortes que às formadas entre moléculas de água.
Já foram verificadas acima de trinta propriedades farmacológicas e terapêuticas do DMSOe por outro lado, desde que foi introduzido como medicamento, o DMSO tem gerado polêmica no meio científico, dividindo opiniões, uma vez que a sua avaliação exata torna-se extremamente difícil pelas inúmeras e complexas variáveis envolvidas.
DMSO apresenta as propriedades de penetração, difusão, ação carreadora e potencializadora: a particular habilidade em transpor a pele íntegra, difundindo-se em todos os tecidos e fluídos orgânicos faz do DMSO uma arma poderosa, freqüentemente útil no tratamento de lesões localizadas em tecidos. O DMSO foi novamente classificado pelo FDA como IND (Nova Droga em Investigação), o que significa que a aprovação da FDA deve ser obtida para uso em humanos e animais.
O DMSO, está sendo atualmente utilizado como veículo para preparações tópicas, já que se verificou ser um excelente transportador para muitos fármacos, mesmo quando aplicado na pele intacta, aumenta a penetração cutânea e a absorção, permitindo preparar medicamentos que se mostram ativos para certas condições dermatológicas, em que as formas clássicas de tratamento foram ineficazes. Existem estudos comprovando a estabilidade de mais de 7200 produtos em DMSO.
O dimetilsulfóxido (DMSO) devido às suas propriedades carreadoras, têm sido utilizado em formulação magistral na terapêutica dermatológica, contendo medicamentos antiinflamatórios não-esteroidais, drogas esteroidais, antifúngicas, antivirais e drogas anticancerígenas.
Referência: Souza G.B. Manipulação Magistral Dermatológica.
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